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(Sexta-Feira 3 Junho de 2005)
Ações locais
Leonardo Bersi

João Batista Jr.
Presidente Marco Antônio Ramos de Almeida
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Em 1996 a Viva o Centro compreendeu que precisava mobilizar a opinião pública. Além das empresas, dos meios acadêmicos e da mídia, era necessário desenvolver um sentimento de comunidade e identidade entre os moradores e pessoas que, embora não habitassem o Centro, tinham na região o seu local de trabalho. Para isso a entidade criou o Programa de Ação Local. O qual consiste na divisão da região central em 50 microregiões e, em cada uma delas, a organização de uma associação de caráter local para zelar por sua rua ou praça.
Teresinha Santana, socióloga e coordenadora do Programa de Ações Locais, diz que o Centro parecia ser uma terra de ninguém, e que a população não participava de sua recuperação. Aponta os principais problemas que encontraram no processo de implantação do projeto: “Por parte dos moradores, encontramos muito ceticismo, descrença, omissão, descompromisso, imediatismo, pessoas mal intencionadas, clientelismo, rivalidades políticas, e uma visão privatista do espaço público. E por parte do poder público, dificuldades com os governos de Maluf e Pitta”. Ela lembra que para a execução de qualquer ato da Ação Local, necessita-se do aval do poder público. E é nessa frente que eles atuam, pressionando as autoridades e fazendo parcerias com as organizações privadas.
Com quase 10 anos de existência, a Ação Local é um programa que deu certo. E agora trabalha na capacitação das pessoas que participam e dos interessados em fazer parte do projeto. Teresinha afirma que a maior realização da Vivo Centro, foi a formação de um incomensurável capital social. As pessoas começaram a se envolver, investidos de consciência.
O trabalho da Viva o Centro, presidida atualmente por Marco Antônio Ramos de Almeida, não se limita a projetos e estudos urbanísticos e arquitetônicos, pois também quer transmitir aos cidadãos da cidade de São Paulo que o centro, como coração da cidade, é capaz de transmitir às pessoas, sejam elas nascidas ou não na cidade, o sentimento de pertencimento e identificação, necessários para que haja interesse em participar efetivamente no processo de requalificação que a entidade propõe.
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