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(Sexta-Feira 3 Junho de 2005)

Os donos da rua

Roberta Spiandorim


Mariana Ferreira

Especialistas estudam soluções para o Centro

Os camelôs obstruem vias públicas, desrespeitando o pedestre e ocasionando degradação do ambiente, vendem produtos falsificados ou contrabandeados, não pagam impostos, prejudicam o comércio local podendo gerar desemprego na região, além de favorecerem o crime organizado. As conseqüências desse “comércio informal” são desastrosas, no entanto, para a melhoria da região e benefício das partes é necessário prover condições para que esse trabalhador (ambulante) possa ser inserido no mercado de trabalho. A ONG Viva o Centro não só se preocupa, como se mobiliza em relação à questão. Uma de suas dez propostas prioritárias apresentadas à nova gestão de José Serra, sugere a regulamentação desse tipo de comércio de acordo com a lei e a criação de dois centros populares em propriedades da prefeitura que obriguem os camelôs já regularizados, tornando possível a total liberação das ruas do Centro. Para a Associação, há dois aspectos básicos a se considerar: os interesses do cidadão em geral; e regiões diferentes precisam ser analisadas de acordo com características próprias. De acordo ainda com Ana Maria, a questão dos camelôs foi pela primeira vez enfrentada de uma maneira séria na gestão da prefeita Marta Suplicy. Ela afirma que, “nessa gestão, o problema foi enfrentado com coragem”.


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