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(Sexta-Feira 3 Junho de 2005)
Centro Cidadão
Renata Nantes

João Batista Jr.
Viaduto do Chá hoje livre dos camelôs
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A colonização de São Paulo começou em 1532 quando Martim Afonso de Souza fundou a povoação que se transformaria na Vila de São Vicente. Em relação à segurança, a topográfica era perfeita: situava-se numa colina alta e plana que facilitava a defesa contra ataques de índios.
Em 25 de janeiro de 1554 foi fundado um colégio ao redor do qual se iniciou a construção das primeiras casas de taipa, que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga, hoje o conhecido Pátio do Colégio.
As principais atividades eram concentradas nas proximidades do triângulo formado pelo Convento de São Francisco, pela Igreja São Bento e pela Igreja do Carmo. Nas ruas da região ficavam o comércio, a rede bancária e os serviços essenciais da cidade.
A expansão da cultura do café exigiu a multiplicação das estradas de ferro, iniciando-se, em Santos e São Paulo, o trabalho da construção da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí onde hoje é a Estação da Luz.
Uma verdadeira revolução urbanística, resultado da necessidade de transformar uma cidade acanhada, pouco mais que um entreposto comercial, em capital da nova elite econômica que se impunha. Em meados de 1860, a cidade de São Paulo já era bem diferente da antiga cidade colonial. Os primeiros lampiões de rua queimavam óleo de mamona ou de baleia e a cidade já contava com um parque público, o Jardim da Luz.
Ao seu redor instalaram-se bairros residenciais de elite - os Campos Elíseos -, com seus bulevares ao estilo parisiense, como a avenida Tiradentes.
Mais próspero do que nunca, e agora um Estado de verdade dentro da Federação, São Paulo via surgir a cada dia uma novidade diferente: a eletricidade substituía o lampião a gás; chegavam os primeiros carros (o primeiro de todos pertenceu ao pai de Santos Dumont, em 1891); cresciam as linhas de bondes elétricos; construíam-se na capital grandes obras urbanas, dentre elas, o Viaduto do Chá.
A singularidade desse período está na forma intensa com que tudo se multiplica, desde a imigração, que no campo sustenta a cafeicultura, até o desenvolvimento das cidades, que levam São Paulo a perder suas feições de província e tornar-se à economia mais dinâmica do país.
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